Palavras, palavras…

As palavras são realmente uma faca de dois gumes. Em qualquer relacionamento podem valer ouro ou dar transtorno como moscas em piquenique.

Elas são a forma mais comum de expressarmos sensações, pensamentos ou desejos. E é com elas que você faz algo fundamental em qualquer relação: interage.

Sabe aquela brincadeira telefone sem fio? Diversas vezes, nos relacionamentos, é mais ou menos o que acontece: você fala uma coisa, ele entende outra, você tenta explicar e ele já se armou todo e não ouve mais nada. Porque um dos maiores erros de todo o casal que discute é se estufar como um galo de briga para se defender. Nessa hora a língua vira um chicote e se ouve os estalos de longe!

Não dá para “desdizer” algo. Você disse e pronto. Saiu voando da sua boca como borboleta e não dá para pegar. No máximo você pede desculpas, mas desculpas não são antídoto universal para qualquer coisa. Há certas frases que não merecem desculpas…

Ah, como as palavras machucam! Ficam ressoando na cabeça e nos fazendo pensar em milhares de besteiras, criando medos, chamando fantasmas e nos fazendo enfiar os pés pelas mãos.

Então, um conselho: antes de dizer algo que você acha perigoso, pense uns cinco minutos, respire fundo e analise como uma jogada de xadrez; veja o que aquilo vai desencadear. Escolha bem as palavras porque o amor é um campo perigoso, recheado de minas… É claro que estamos agora analisando as coisas com calma e que na hora da tensão as palavras saem antes de você pensar. Mas a paciência é uma virtude e proporciona excelentes resultados na vida a dois devendo ser exercitada sempre!

E aproveito aqui para dizer a um amigo muito querido que eu sinto muito ter escolhido as palavras erradas para me expressar…